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Parte dezenove

Ainda achava ruim, daria a minha vida pela Mel e der repente ela muda assim. Passei semanas chorando, meus pais se preocupavam, então eu pensei: “Ela deve estar pensando na perda do irmão, isso a revolta.” Deve ser isso! Então deixei pra lá, queria fazer novos amigos, dar uma limpeza geral na minha vida, aliás, o Ano havia terminado e outro começou, prometi a mim mesma, correr atrás dos meus sonhos, iria comprar minha câmera digital profissional e o meu violão, feito isso já estaria dando os primeiros passos. Como disse uma vez, sonho em fotografar e gosto de cantar nas horas vagas, seria bom aprender a tocar violão, pois eu poderia chamar uns amigos para ir à beira da praia e ficar ao redor de uma fogueira, todos cantando juntos. Acho que isso estimula as pessoas a viverem, momentos simples mais bastante significativos. É assim que penso. Andar com uma pessoa que ama, de mãos dadas a beira do mar é bem melhor do que estar bebendo todas em um barzinho, concorda? Enquanto pensamentos e mais pensamentos predominavam minha cabeça, minha mãe bate na porta:
- Filha, quer ir ao parque de diversão? Seu pai trabalhou até tarde e não quer ir.
- Vou sim mãe, vou só me arrumar, ta?
- Ok, te espero lá fora, vou tirar o carro.
Pus uma roupa confortável, tênis, penteado rabo de cavalo, maquiagem e tudo mais, então já estava pronta. Desci as escadas, saí de casa e entrei no carro. Minha mãe, tão nova e tão bela, sempre bem arrumada, ela estava feliz, mas não sabia explicar por que. Tudo bem então, coisa de mãe.
Saímos de casa, trânsito e mais trânsito, ruas, avenidas, carros, buzinas, que horror! Então chegamos lá. Compramos as entradas, era num sábado, estava tudo muito lotado, cada fila dos brinquedos era quilométrica. Então começamos logo por aquele que tem ação, que faz a pessoa sair girando. Pois é, acho que minha mãe era a única mãe do mundo que curtia ação e filmes de guerra. Esperamos meia hora para entrar, pegamos os lugares e gritamos enquanto o brinquedo girava bem alto e voltava. Saímos rindo a toa, conversamos bastante, ela me contava histórias que me faziam rir, minha mãe já tinha tido muitas aventuras pelo mundo. E durante essas histórias foi que, de longe avistei Caíque, fiquei paralisada olhando pra ele, minha mãe perguntava se eu estava bem, então o mostrei pra ela:
- Mãe, ta vendo aquele garoto ali, bem longe de camiseta vermelha?
- To, por quê?
- Ele é tão lindo né? – Falei meio triste. – É irmão da Mika, lembra?
- Mentira Júlia! – E olhou de novo, mais uma vez. – É ele mesmo, como ele mudou! Vi ele quando tinha uns 10 anos.
- Pois é. Vi ele quando a gente tava viajando, é capaz da Mika ta aqui também.
- Pois vamos até lá. – E minha mãe foi me puxando. No meio do caminho parei, não sabia se era o certo a fazer, ele ia pensar besteira, ou não? Ai meu Deus, me dê uma luz. Enquanto pensava ele me olhou, não vi, quem falou foi minha mãe.
- Own Mãe, para de olhar, ele vai perceber alguma coisa estranha.
- Edaí? Eu o quero como genro.
- Como? Se ele nem fala mais comigo? Ele nem se lembra de mim.
- Ok, a Mika ta vindo. – Falou baixinho.
É, realmente a Mika se aproximava sorrindo e ele bem atrás.
- Mika! – Sorri e a abracei.
- Amiga, me prometeu que não iríamos perder contato! – Olhou pra minha mãe. – Dona Laura! – Sorriu e estendeu os braços.
- Olá Mika, que falta você faz, não aparece mais. – Falou minha mãe, abraçando Mika.
- Desculpe dona Laura, prometo aparecer, me dá o número do telefone de vocês? – Falou Mika tirando seu celular do bolso.
- Claro.
[...]

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